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Imprensa iraniana celebra “derrota gloriosa” dos EUA após assinatura do Memorando de Islamabad

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Jornais alinhados ao regime de Teerã divulgaram manchetes triunfalistas nesta quinta-feira (18) ao noticiar o Memorando de Islamabad, documento assinado ontem que estabelece diretrizes para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro entre Irã, Estados Unidos e Israel.

O diário Javan, ligado à Guarda Revolucionária Islâmica, classificou o acordo como uma “derrota gloriosa” para Washington. Já o estatal Hamshahri publicou uma imagem criada por inteligência artificial em que o presidente americano, Donald Trump, aparece mordendo com raiva um pedaço de papel amassado.

Outros veículos também destacaram pontos específicos do memorando. O conservador Kahyan estampou: “O Estreito de Ormuz é nossa arma de dissuasão; nossa alavanca de poder não é negociável”. O reformista Sazandegi dedicou a capa ao número “300”, aludindo ao fundo de reconstrução e desenvolvimento econômico de US$ 300 bilhões previsto no texto.

Críticas ao acordo

Nos Estados Unidos, integrantes do Partido Democrata e políticos israelenses condenaram o documento. Eles argumentam que, apesar de prever a reabertura do Estreito de Ormuz e o compromisso iraniano de não buscar armas nucleares, o memorando determina:

  • retirada de sanções contra Teerã;
  • desbloqueio de ativos e fundos iranianos congelados;
  • negociação conjunta com Omã sobre a administração do Estreito, ponto ao qual Trump se opunha.

Resposta de Trump

Em postagem na rede Truth Social durante a madrugada, o presidente norte-americano rebateu as acusações de que teria sido leniente com o Irã. “Esses idiotas, que acham que não fui duro o suficiente, quando a bolsa acaba de bater recorde histórico e os preços do petróleo estão despencando, são invejosos, pessoas más ou estúpidos”, escreveu.

O Memorando de Islamabad ainda precisa de ratificação formal pelas partes envolvidas para entrar em vigor.

Com informações de Gazeta do Povo