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Trump elogia neutralidade de Rússia e China após fim da guerra com o Irã

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu nesta quarta-feira (17) aos governos da China e da Rússia por, segundo ele, manterem posição de neutralidade durante a guerra contra o Irã. A declaração foi dada em entrevista coletiva durante a cúpula do G7, realizada na França, um dia antes da divulgação oficial do acordo que pôs fim ao conflito.

“Quero agradecer à China e ao presidente Xi. Ele permaneceu totalmente neutro, e eu aprecio isso”, afirmou Trump. Em seguida, estendeu o reconhecimento ao líder russo: “Também agradeço a Vladimir Putin. Ele foi muito neutro. Eles poderiam ter tornado tudo muito mais difícil para nós”.

Trump argumentou que Pequim e Moscou, embora mantenham relações próximas com Teerã, optaram por não interferir militarmente no confronto. Segundo o presidente norte-americano, a China “poderia ter enviado armamentos pesados ao Irã ou protegido navios iranianos com escoltas”, mas não o fez. Ele acrescentou que a postura de Xi Jinping “ajudou a evitar uma escalada maior” e “provavelmente contribuiu para a resolução” do conflito.

Apesar do agradecimento, agências de inteligência dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Ucrânia contestaram a alegada neutralidade. Autoridades desses países sustentam que China e Rússia teriam continuado a repassar informações de satélite, tecnologia de drones e a manter o comércio de petróleo com Teerã durante a guerra — acusações negadas por Pequim e Moscou, que insistem não ter participado de operações militares nem fornecido dados para ataques contra tropas americanas ou israelenses.

A assinatura do acordo entre Washington e Teerã, que selou o fim da guerra e abriu negociações sobre o estreito de Ormuz, ocorreu durante o encontro do G7. Detalhes sobre eventuais concessões econômicas ao Irã ainda não foram divulgados pelo governo norte-americano.

Com informações de Gazeta do Povo