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Viagem, emendas e apoio a Toffoli: os movimentos de Hugo Motta no caso Banco Master

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), aparece em uma série de episódios ligados às investigações sobre o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. Embora não esteja formalmente investigado, o deputado tem seu nome citado desde o início do ano em questionamentos feitos por adversários no Congresso e por órgãos de controle.

19 de janeiro de 2026 – Pressão no TCU, segundo Renan Calheiros

Em sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que Motta e o presidente da Câmara à época, Arthur Lira (PP-AL), tentaram pressionar o Tribunal de Contas da União a reverter a liquidação do Banco Master, decretada pelo Banco Central durante a Operação Compliance Zero. A medida não foi revista. Motta não comentou as declarações.

Fevereiro de 2026 – Defesa de Dias Toffoli

Já em fevereiro, Motta saiu publicamente em defesa do ministro Dias Toffoli, então relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal. Toffoli havia decretado sigilo total ao processo e lacrado provas. “As decisões proferidas pelo ministro atenderam a todos os pedidos do Ministério Público e da Polícia Federal. Houve exagero da mídia”, disse o deputado ao portal Metrópoles. Depois da pressão, o STF decidiu redistribuir a relatoria.

Março de 2026 – Nova prisão de Vorcaro e fala sobre isenção

Com Daniel Vorcaro preso pela segunda vez e negociando delação premiada, Motta declarou à rádio Solidária FM que confia em uma apuração “imparcial” conduzida pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e pelo STF.

Maio de 2026 – Emenda dos créditos de carbono

Renan Calheiros voltou a criticar Motta na CAE, desta vez apontando a inclusão de um jabuti em projeto que criou o Sistema Brasileiro de Comércio e Emissões de Gases de Efeito Estufa. A emenda—de autoria do deputado—obrigou seguradoras, fundos de pensão e entidades de previdência complementar a aplicar pelo menos 1% de suas reservas técnicas anuais em créditos de carbono ou ativos ambientais. Empresas ligadas a Henrique Mourão Vorcaro, pai de Daniel, atuam nesse mercado. Em contrapartida, o Banco Master teria concedido empréstimo a fundo perdido de R$ 22 milhões à cunhada de Motta, Bianca Medeiros, para compra de um terreno. O parlamentar negou intermediar o financiamento.

Junho de 2026 – Viagem a Portugal paga por Vorcaro

Nesta quarta-feira (17), Motta admitiu que viajou a Portugal com despesas custeadas por Daniel Vorcaro. Segundo o deputado, o convite partiu do senador Ciro Nogueira (PP-PI) para participar do evento “Gilmarpalooza”. Motta reiterou não ver ilegalidade na viagem e defendeu novamente a continuidade das investigações.

Até o momento, Hugo Motta não foi formalmente incluído como alvo no processo do caso Banco Master, mas segue respondendo a questionamentos sobre suas relações com Daniel Vorcaro e suas ações no Congresso Nacional.

Com informações de Gazeta do Povo