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Bispo dos EUA alerta para declínio moral e convoca católicos a renovar a nação nos 250 anos do país

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O bispo Mark Brennan, administrador apostólico de Wheeling-Charleston, na Virgínia Ocidental, divulgou em 17 de junho de 2026 uma carta pastoral conclamando os católicos norte-americanos a combater o que classificou como “colapso moral” e a promover uma “cultura da vida” e uma “civilização do amor” enquanto os Estados Unidos se preparam para celebrar 250 anos de independência.

No documento, provavelmente o último de seu episcopado, Brennan recorda os 50 anos de sua ordenação, ocorrida durante o bicentenário do país, em 1976. A carta antecede a posse de seu sucessor, o bispo Evelio Menjivar-Ayala, marcada para 2 de julho na Catedral de São José, em Wheeling.

Avanços e fragilidades

O prelado reconhece progressos históricos, como a abolição da escravidão, o fim da segregação legal e a ampliação de oportunidades para mulheres. Contudo, aponta desafios persistentes: disparidades raciais, violência doméstica, tráfico de pessoas, aborto e hostilidade contra imigrantes.

Brennan destaca a contribuição dos imigrantes na formação do país e observa que os católicos passaram de cerca de 1 % da população em 1776 para aproximadamente 20 % na atualidade, principalmente graças à imigração.

Defesa da vida

O bispo coloca a dignidade da pessoa humana no centro de sua mensagem, condenando aborto, suicídio assistido e pena de morte. Ele elogia o trabalho de entidades pró-vida, citando o legado de Nellie Gray, fundadora da Marcha pela Vida, e menciona o apoio católico a centros de acolhimento de gestantes, moradia para mães e outras iniciativas.

Exemplos históricos

Entre as ações sociais inspiradas pela Igreja, Brennan relembra o cardeal James Gibbons, que influenciou a encíclica Rerum Novarum (1891) em favor dos direitos dos trabalhadores, e o arcebispo Patrick O’Boyle, responsável por dessegregar as escolas católicas de Washington, D.C., em 1948.

Riscos do secularismo

Segundo o bispo, secularismo, relativismo e individualismo excessivo ameaçam “os alicerces morais necessários ao autogoverno”. Ele defende a presença da religião no debate público e critica tendências culturais que valorizam a autonomia pessoal acima do bem comum.

Convocação à ação

Para Brennan, a reforma moral ainda é possível. Inspirado nos ensinamentos de São João Paulo II, ele convida os católicos a participarem ativamente da vida pública, educarem as novas gerações e protegerem os vulneráveis. “A própria alma de nosso país está em jogo”, escreve.

A carta encerra-se com um apelo para que, ao comemorar os 250 anos de independência, os fiéis ajudem a preservar e renovar os valores fundamentais dos Estados Unidos.

Com informações de Gazeta do Povo