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Tarcísio chama condenação de Eduardo Bolsonaro de injusta e nega reflexo na disputa eleitoral

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou como “injusta” a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) a quatro anos e dois meses de prisão, além de oito anos de inelegibilidade. A declaração foi feita nesta quarta-feira (17/06/2026), em São Paulo.

Apesar das críticas ao julgamento, Tarcísio afirmou que a sentença não altera os planos eleitorais de seu grupo político, que inclui a própria candidatura à reeleição, a campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a formação da chapa para o Senado em São Paulo.

“Temos que aguardar o recurso que a defesa vai protocolar. Eu compartilho os argumentos apresentados e entendo que a condenação foi injusta, mas isso não prejudica em nada o andamento das eleições do nosso grupo”, disse o governador.

Consequências jurídicas

Com a aplicação da Lei da Ficha Limpa, a pena de oito anos de inelegibilidade passa a contar somente após o cumprimento da condenação criminal. Dessa forma, Eduardo Bolsonaro ficará impedido de se candidatar por 12 anos.

Aliados do ex-deputado já trabalhavam com a possibilidade de afastamento das urnas, uma vez que ele permanece no Texas (EUA) desde o início das investigações conduzidas pelo STF. A expectativa é de que a Justiça norte-americana seja acionada se o governo brasileiro solicitar a extradição.

Disputa estadual

Nas eleições de 2026, Tarcísio voltará a enfrentar o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), repetindo a disputa de 2022, quando o petista foi derrotado na corrida ao Palácio dos Bandeirantes. Haddad, por sua vez, havia substituído o presidente Lula (PT) na eleição presidencial de 2018, vencida por Jair Bolsonaro (PL).

Até o momento, a defesa de Eduardo Bolsonaro não divulgou detalhes sobre o recurso que pretende apresentar ao STF.

Com informações de Gazeta do Povo