O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, durante o encontro do G7 na França, que “nunca foi esquerdista” e chegou a ser visto como “anticomunista” nos anos 1980. A fala ocorreu em diálogo reservado com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e com o chanceler alemão, Friedrich Merz, mas acabou captada pela transmissão oficial do evento.
A conversa foi registrada em 17 de junho de 2026. Segundo Lula, apesar da expectativa de que assumisse posições de esquerda quando venceu a eleição presidencial de 2002, sua trajetória sempre esteve ligada ao movimento sindical, mantendo relações estreitas com centrais da Alemanha, da Itália e da Espanha.
“Eu nunca fui esquerdista. Eu era um dirigente sindical que tinha uma belíssima relação com o sindicalismo alemão, tinha uma relação boa com o sindicalismo italiano. Tinha uma relação com a UGT, da Espanha”, afirmou o presidente brasileiro.
Antes, Lula já havia defendido que “o mundo não é de esquerda, mas do caminho do meio”, citando que partidos republicanos tendem a permanecer mais tempo no poder nos Estados Unidos do que democratas, e mencionando ainda a alternância de socialistas na França.
Referência aos anos 1980
O chefe do Executivo recordou um episódio de 1980, quando, segundo ele, foi convidado para um congresso na Rússia, mas não compareceu por estar condenado pela Lei de Segurança Nacional. Durante viagem pela Europa em busca de apoio internacional, passou a ser rotulado como “anticomunista”.
Críticas aos EUA e divergência no G7
Mais cedo, em outra fala captada pela imprensa, Lula criticou os Estados Unidos e o presidente Donald Trump. A delegação brasileira, convidada para a cúpula, também manifestou oposição a documentos aprovados pelo G7, alegando que os textos foram redigidos para agradar a Washington.
Com informações de Gazeta do Povo