Roma – A Corte de Cassação de Roma, instância máxima do Judiciário italiano, agendou para 1º de julho a segunda audiência que definirá se a ex-deputada brasileira Carla Zambelli será extraditada ao Brasil.
O pedido de extradição está ligado à condenação imposta pela Justiça brasileira a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A sentença decorre do episódio de outubro de 2022, quando Zambelli perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo durante o período eleitoral.
Zambelli foi libertada em maio depois que a mesma Corte rejeitou outro pedido de extradição relacionado a uma acusação de financiamento à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nesse processo, ela havia sido condenada a 10 anos e 8 meses de prisão no Brasil e estava detida na Itália desde julho de 2025.
Na ocasião, a defesa, conduzida pelo advogado Fabio Pagnozzi, sustentou que a ex-parlamentar é vítima de perseguição política. A Corte italiana considerou ainda indícios de parcialidade do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, apontado como uma das vítimas do ataque hacker ao CNJ, e anulou o pedido de extradição.
Com a audiência de 1º de julho, a Justiça italiana volta a deliberar especificamente sobre o caso de 2022 envolvendo o porte de arma e a perseguição em São Paulo.
Com informações de Gazeta do Povo