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Moraes defende multa de R$ 160 mil a Eduardo Bolsonaro e menciona transferências milionárias via Pix do pai

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Brasília — 16 de junho de 2026. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (16) que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) “recebeu Pix de milhões de seu pai”, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e possui condições financeiras para quitar a multa de aproximadamente R$ 160 mil imposta pela Corte.

A declaração foi feita durante a sessão da Primeira Turma do STF que condenou Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de reclusão pelo crime de coação no curso do processo. A pena inclui ainda 50 dias-multa, calculados em dois salários mínimos por dia, perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e inelegibilidade por oito anos após o cumprimento da sentença.

De acordo com Moraes, o valor estipulado é proporcional à “situação econômica do réu”, que, além de ter exercido mandato parlamentar, teria recebido “milhões” em transferências bancárias do pai. “Como é público e notório, recebeu Pix de milhões de seu pai, a quem estava tentando favorecer neste julgamento”, disse o ministro.

Em depoimento à Polícia Federal há um ano, Jair Bolsonaro declarou ter enviado R$ 2 milhões ao filho para custear a permanência dele nos Estados Unidos. À época, o ex-presidente relatou a jornalistas que havia recebido R$ 17 milhões em doações de apoiadores, parte das quais foi destinada a Eduardo.

Durante a sessão, Moraes também criticou a atuação do então deputado no exterior. “Não é função de deputado federal brasileiro fazer lobby no exterior contra o próprio país. Isso não consta, desde a Constituição do Império até a atual, como função de deputado federal”, afirmou.

O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

Com informações de Gazeta do Povo