O pintor russo Robert Kuzovkov, de 44 anos, conhecido pelo pseudônimo artístico Semyon Skrepetsky e por obras que atacavam o Kremlin, foi morto a tiros na manhã de segunda-feira (15) em Biala Podlaska, cidade no leste da Polônia.
De acordo com promotores poloneses, um homem abordou o artista perto de sua residência e disparou duas vezes. Após a vítima cair, o atirador efetuou outros três disparos à queima-roupa, fugindo em seguida. Kuzovkov morreu no local, atingido na cabeça, no peito e nas costas.
Duas horas depois, a polícia prendeu dois cidadãos de Belarus, de 37 e 33 anos, nas proximidades do consulado belarusso em Biala Podlaska. Embora detidos, eles ainda não foram formalmente acusados, e as autoridades investigam seu eventual envolvimento no crime.
Kuzovkov havia ganhado notoriedade por pinturas que ironizavam líderes russos, incluindo o presidente Vladimir Putin e o chefe checheno Ramzan Kadyrov. Uma de suas obras mostrava Putin nos braços do ditador soviético Josef Stalin. Em 12 de junho, durante o Dia da Rússia, o artista esteve em Berlim e publicou um vídeo depositando uma bandeira russa em uma lixeira.
A Agência de Segurança Interna da Polônia acompanha o inquérito ao lado da polícia e do Ministério Público. Até o momento, Varsóvia não atribuiu o assassinato a Moscou. O caso ocorre em meio a alertas de governos europeus sobre espionagem, sabotagem e perseguição a opositores russos no exterior desde o início da invasão da Ucrânia, em 2022.
Com informações de Gazeta do Povo