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Esquerda peruana convoca protesto e ameaça não reconhecer resultado que aponta vitória de Keiko Fujimori

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O partido Juntos pelo Peru, que tem o deputado Roberto Sánchez como candidato à Presidência, anunciou nesta terça-feira (16) uma “grande mobilização nacional” para a próxima sexta-feira (19) em Lima. O objetivo, segundo a sigla, é “defender o voto popular” e rejeitar o resultado preliminar do segundo turno das eleições, que, com 99,05% das urnas apuradas, coloca a direitista Keiko Fujimori na frente.

Em comunicado, a legenda de esquerda pediu a “mais ampla união” de forças democráticas, sociais, trabalhistas, camponesas, indígenas, juvenis e populares para criar e fortalecer a Frente Popular Patriótica. Delegações de todas as regiões do país são esperadas no Parque Campo de Marte, no distrito de Jesús María, na capital.

Atos preliminares estão programados já para esta quarta-feira (17), incluindo vigílias e protestos pacíficos em diferentes cidades. A sigla alega “falta de transparência” dos órgãos eleitorais, mudanças nas regras durante a votação e “irregularidades” que, segundo o partido, deslegitimam a contagem de votos.

“Não aceitaremos a imposição de um resultado que não reflita a vontade popular com absoluta transparência”, diz a nota. Nas redes sociais, Sánchez defendeu o direito à mobilização pacífica e afirmou: “Só o povo pode salvar o povo! Uma verdadeira democracia exige altos padrões de cidadania e justiça eleitoral”.

Disputa voto a voto

De acordo com o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Keiko Fujimori possui 50,092% dos votos (9.125.179 votos), contra 49,908% (9.091.747 votos) de Roberto Sánchez — diferença de 33.432 votos. Restam apenas as atas marcadas por supostas irregularidades para serem avaliadas.

Roberto Sánchez concorreu em nome do ex-presidente Pedro Castillo, deposto em 2022 e atualmente preso. Caso o resultado seja confirmado, Fujimori assumirá o Palácio de Governo, enquanto a esquerda promete continuar contestando a apuração.

Com informações de Gazeta do Povo