Dezenas de imigrantes do Irã e simpatizantes do movimento opositor exibiram a antiga bandeira iraniana, adotada antes da Revolução Islâmica de 1979, do lado de fora e nas arquibancadas do Estádio SoFi, em Inglewood, região metropolitana de Los Angeles, nesta segunda-feira (15). O ato ocorreu momentos antes e durante a partida entre as seleções de Irã e Nova Zelândia, válida pela Copa do Mundo de 2026.
O estandarte, que traz um leão dourado ao centro, está proibido pela Fifa, sob a justificativa de que símbolos políticos não podem ser exibidos no torneio. Ainda assim, segundo o jornal California Post, os manifestantes ignoraram o veto e também viraram de costas para o campo enquanto o hino nacional iraniano era executado.
A iraniana Aida Monfared, que viajou de São Francisco para o protesto, afirmou ao diário que a equipe em campo “não representa o povo do Irã, mas sim o governo que matou 40 mil pessoas em dois dias”, referindo-se à repressão aos protestos ocorridos no país entre dezembro e janeiro. “A Fifa proibiu nossa verdadeira bandeira, então estamos aqui para mostrá-la”, completou.
Disputa diplomática antes do Mundial
A presença iraniana na Copa do Mundo sediada por Estados Unidos, México e Canadá já vinha marcada por tensões. Jogadores e comissão técnica ficaram concentrados no México durante o torneio e receberam autorização para entrar em território norte-americano apenas nas vésperas e logo após cada jogo, sem pernoitar no país.
Antes do início da competição, o governo do Irã chegou a ameaçar desistir do Mundial em meio ao conflito com os Estados Unidos, enquanto a administração do então presidente Donald Trump sugeriu substituir a seleção persa pela Itália — proposta rejeitada pela Fifa.
Dentro de campo, a estreia terminou empatada em 2 a 2.
Com informações de Gazeta do Povo