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Estados Unidos aprovam venda de 100 mísseis Stinger ao Brasil vinculada a ações antidrogas

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos notificou o Congresso norte-americano, na semana passada, sobre a autorização para a venda de 100 mísseis FIM-92K Stinger Block I ao governo brasileiro. A permissão, formalizada em 11 de junho, foi associada por Washington ao fortalecimento da segurança territorial do Brasil e a operações de combate ao narcotráfico.

De acordo com o Escritório de Assuntos Político-Militares norte-americano, o pacote, estimado em US$ 330 milhões (cerca de R$ 1,67 bilhão, na cotação mais recente), inclui lançadores, assistência de engenharia, apoio à integração, suporte técnico e serviços logísticos.

Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que a aquisição “permitirá ao Brasil assumir maior responsabilidade por sua própria segurança territorial e por operações contra o narcoterrorismo dentro de suas fronteiras e em sua área regional”. Ainda segundo a pasta, os Stinger ampliarão a capacidade brasileira de defesa aérea e auxiliarão na proteção do espaço aéreo sul-americano contra voos ligados ao tráfico ilícito.

Designação de facções brasileiras

A autorização ocorre poucas semanas depois de Washington enquadrar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida anunciada em maio pelo secretário de Estado Marco Rubio.

Modernização da defesa antiaérea

Embora os Estados Unidos vinculem a venda ao combate ao narcotráfico, o Exército Brasileiro planeja empregar os mísseis principalmente na modernização de sua defesa antiaérea. Os Stinger deverão substituir o sistema russo Igla-S atualmente utilizado pelo Exército e pela Força Aérea.

Conforme informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, os novos equipamentos tendem a ser distribuídos a brigadas de pronta resposta e a grupos de artilharia antiaérea de baixa altura das Divisões de Exército e dos Comandos Militares de Área. A destinação final será definida em reunião do Alto-Comando do Exército.

O FIM-92 Stinger é um sistema portátil de curto alcance guiado por infravermelho, projetado para abater aeronaves, helicópteros e outros alvos aéreos voando em baixa altitude. O armamento pode ser transportado por tropas em campo, oferecendo defesa aérea em nível tático.

Com informações de Gazeta do Povo