São Paulo — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou nesta segunda-feira (15) que, se eleito presidente em 2026, seus primeiros atos serão revogar a reforma tributária aprovada em 2023 e pôr fim ao instituto da reeleição para o cargo de chefe do Executivo.
O anúncio foi feito durante participação no Fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja, na capital paulista. Diante de empresários e investidores, o pré-candidato defendeu que a suspensão da reforma tributária por um ano seria necessária para ampliar o debate e viabilizar “reformas econômicas estruturantes”.
PEC para abolir reeleição
Flávio lembrou ter protocolado no Senado uma Proposta de Emenda à Constituição que extingue a possibilidade de reeleição para presidentes. Segundo ele, a mudança permitiria que o ocupante do Planalto adotasse “medidas amargas” sem pensar em custos eleitorais futuros.
Críticas a juros altos e defesa de privatizações
O senador argumentou que um governo de direita precisará “arrumar a casa” para reduzir a insegurança jurídica e atrair investimentos. Ele citou os 20 milhões de micro e pequenas empresas que, afirmou, sofrem com a segunda maior taxa de juros do mundo, atrás apenas da Rússia.
Flávio também defendeu privatizações “quando necessárias”, mencionando os Correios como exemplo, e prometeu um “choque de gestão” para cortar gastos públicos. De acordo com o pré-candidato, a redução de impostos combinada a uma administração mais eficiente permitiria aumentar a arrecadação e conter a inflação.
Com informações de Gazeta do Povo