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Bispos dos EUA endurecem Carta de Proteção a menores e reforçam denúncia de abusos

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Os bispos católicos dos Estados Unidos aprovaram, na terça-feira, 11 de junho de 2026, em Orlando (Flórida), uma versão mais rígida da Carta de Proteção de Crianças e Jovens. O texto, criado em 2002, foi revisto para ampliar a transparência e a punição de abusos sexuais cometidos por clérigos.

O que muda

A nova redação estabelece definições mais precisas, padroniza procedimentos entre dioceses e autoriza o uso de documentos digitais para comprovar a idoneidade de padres. Também passa a ser obrigatória a denúncia interna de qualquer suspeita, em complemento às leis civis de cada estado.

Direitos dos acusados

O texto adota o princípio da presunção de inocência para clérigos investigados, alinhando-se às normas mais recentes do direito canônico.

Segredo da confissão

A carta reafirma a inviolabilidade do sacramento da penitência. Ainda que a Igreja incentive a colaboração com autoridades civis, o conteúdo das confissões permanece protegido.

Debate sobre adultos

Alguns bispos defenderam a inclusão de abusos contra adultos vulneráveis, mas a maioria preferiu manter o documento focado em menores para preservar a clareza. Um texto separado, dedicado a condutas envolvendo adultos, está em elaboração.

Próximos passos

Aprovada por 176 votos, a carta entra em vigor imediatamente em todas as dioceses norte-americanas. Paralelamente, a Conferência dos Bispos trabalha em normas complementares que definirão padrões de comportamento de clérigos e leigos no trato com adultos.

Com informações de Gazeta do Povo