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ONU alerta para escalada de violência contra mulheres cristãs na Nigéria

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Abuja (Nigéria), 12.jun.2026 – Relatores especiais das Nações Unidas emitiram em 8 de junho um comunicado urgente denunciando o avanço de ataques contra mulheres e meninas cristãs na Nigéria. O documento cita sequestros, conversões forçadas e assassinatos praticados por grupos extremistas que atuam sobretudo no Norte e no cinturão central do país.

Seqüestros, violência sexual e mutilações

Segundo os especialistas, o quadro inclui homicídios, estupros, desaparecimentos, casamentos infantis e imposição de mudança de fé. Um episódio destacado envolve uma adolescente de 16 anos que teve a mão decepada após a família rejeitar um casamento forçado proposto por militantes.

Grupos armados agem com impunidade

A ONU atribui os crimes a facções como Boko Haram, Província da África Ocidental do Estado Islâmico (ISWAP) e pastores muçulmanos radicalizados. Essas organizações, afirma o relatório, aproveitam o enfraquecimento da segurança pública e a resposta limitada das autoridades para atuar sem punição.

Leis locais agravam a perseguição

A situação é agravada por interpretações rigorosas da sharia em 12 estados do Norte. Códigos de blasfêmia e falhas no sistema de justiça civil dificultam o acesso das vítimas à proteção e alimentam a permanência dos abusos.

Vulnerabilidade em campos de deslocados

Mulheres cristãs que vivem em campos de deslocados internos relatam coerção sexual em troca de alimentos ou ajuda humanitária. Para evitar novos ataques, muitas escondem a identidade religiosa ou passam a usar o hijab como medida de autoproteção.

Demandas da comunidade internacional

Os relatores cobraram ações imediatas do governo nigeriano para proteger comunidades ameaçadas, libertar sequestrados, investigar de forma independente os crimes e levar responsáveis à Justiça. Também pedem reparações e apoio psicológico às sobreviventes, alertando que a impunidade reforça o ciclo de violência.

Com informações de Gazeta do Povo