WASHINGTON — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (11) que Washington e Teerã estão prontos para firmar um “grande acordo” de paz, cuja assinatura deve ocorrer na Europa ainda neste fim de semana.
“Chegamos a um excelente entendimento para pôr fim ao conflito com o Irã. Falta apenas formalizar o texto, e a assinatura provavelmente será na Europa”, declarou o republicano a repórteres no Salão Oval.
Segundo Trump, o novo líder supremo iraniano já manifestou apoio ao pacto, pelo qual o Irã teria aceitado, em princípio, permitir que os EUA assegurem o controle dos materiais nucleares do país e interrompam o programa de armas atômicas.
Vice assumirá cerimônia
De acordo com o presidente, o vice-presidente J.D. Vance representará o governo norte-americano no ato de assinatura. Trump permanecerá em Washington no domingo (14) para um evento esportivo na Casa Branca que marcará seu 80º aniversário e, em seguida, viajará para a cúpula do G7, na segunda-feira.
Ofensiva suspensa
O anúncio do entendimento ocorre horas depois de Trump cancelar bombardeios previstos para esta quinta, medida que, segundo ele, reflete o avanço das conversas. “Como as negociações chegaram ao mais alto nível da liderança iraniana e foram aprovadas, cancelei os ataques planejados para esta noite”, publicou mais cedo na rede Truth Social.
O presidente detalhou que Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outros países participaram das tratativas.
Até a formalização, porém, o bloqueio naval imposto pelos EUA ao Irã “permanece totalmente em vigor”, ressaltou Trump.
Conflito iniciado em fevereiro
A guerra liderada por Estados Unidos e Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro. Depois de dois dias seguidos de ataques que ameaçaram o cessar-fogo firmado em 8 de abril, Washington chegou a alertar para novos bombardeios e até para uma possível invasão da Ilha de Kharg, enclave petrolífero estratégico iraniano.
Teerã reagiu afirmando que essas ações anulavam o cessar-fogo e responsabilizou os EUA pelas “perigosas consequências”.
O acordo em gestação é apresentado pelo governo norte-americano como a chance de encerrar definitivamente as hostilidades na região.
Com informações de Gazeta do Povo