Integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva e do PT passaram a levantar a hipótese de que o sistema de pagamentos instantâneos Pix possa sofrer algum tipo de restrição internacional após duas recentes decisões dos Estados Unidos.
O tema ganhou força a partir de dois episódios:
Designação de facções como terroristas
Em maio, o governo norte-americano colocou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) em categorias ligadas ao terrorismo internacional. A medida expande a vigilância sobre transações financeiras que possam envolver as organizações.
Investigação comercial contra o Brasil
Paralelamente, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) abriu, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana, uma investigação que pode resultar em novas tarifas sobre produtos brasileiros.
A sobreposição das duas iniciativas levou membros do governo e do partido a afirmarem que o Pix, administrado pelo Banco Central, poderia tornar-se alvo de sanções ou pressões externas. A narrativa associa o possível risco à atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao ex-mandatário norte-americano Donald Trump.
Especialistas veem risco baixo
Analistas ouvidos pela Gazeta do Povo consideram improvável que o sistema de pagamentos venha a ser atingido. Até o momento, não há indicação oficial de Washington sobre qualquer restrição ao uso do Pix.
Para medir a percepção do público, o jornal abriu nesta terça-feira (09/06/2026) uma enquete perguntando aos leitores se acreditam que o Pix está sob ameaça dos EUA.
Com informações de Gazeta do Povo