O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta segunda-feira (8), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “parece ser o chefe do PCC” ao rejeitar a inclusão do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas.
A declaração foi feita durante debate promovido pelo Grupo Voto em 8 de junho, em meio à pré-campanha presidencial de 2026. Segundo o parlamentar, classificar as facções como terroristas representaria “a maior oportunidade” para enfraquecer o poder do crime organizado.
Crítica à posição do Planalto
Flávio Bolsonaro contestou o argumento do governo de que rotular PCC e CV como terroristas abriria brecha para intervenção norte-americana, transferindo o tema da esfera da segurança pública para a da defesa nacional. “Não tem que ter tolerância, tem que ter unidade. Aí você olha para o presidente do Brasil e ele pensa o contrário”, declarou.
Menção a Flávio Dino na Maré
No mesmo evento, o senador recordou visita do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ao Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Bolsonaro disse que Dino teria entrado na comunidade “sem policial, sem escolta”, algo negado pelo ministro em audiências no Senado, nas quais ele qualificou a afirmação de “mentira repetida”.
Lula no Complexo do Alemão
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro também afirmou que Lula fez campanha no Complexo do Alemão, outra área dominada pelo Comando Vermelho, alegando que o petista igualmente dispensou proteção policial. O senador citou ainda vídeos que circularam após a eleição de 2022, os quais mostrariam comemorações em presídios.
A reportagem procurou o Palácio do Planalto, a assessoria do Supremo Tribunal Federal e o gabinete do ministro Flávio Dino. Até o momento, não houve manifestação.
Com informações de Gazeta do Povo