Brasília — O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8) apontou nova piora na estimativa para a inflação de 2026. A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,09% para 5,11%, configurando a 13ª elevação consecutiva nas projeções dos analistas do mercado financeiro.
O levantamento semanal do Banco Central também indicou ajuste para cima no Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), cuja previsão saltou de 6% para 6,10% pela 14ª semana seguida.
Outros indicadores
• Selic: a taxa básica de juros esperada para o fim de 2026 subiu de 13,25% para 13,50% ao ano;
• Dólar: a cotação projetada recuou de R$ 5,16 para R$ 5,15;
• PIB: a estimativa de crescimento da economia avançou de 1,90% para 1,91%.
Horizonte de quatro anos
Para 2029, o Focus manteve inalterada, pela 47ª semana, a previsão de alta de 3,50% para o IPCA. Já a Selic é vista em 10% tanto em 2028 quanto em 2029.
Dívida pública em foco
Pelo segundo relatório consecutivo, a projeção para a relação dívida/PIB aumentou, passando de 78,9% para 79%. No momento, o indicador está em 80,1%, equivalente a aproximadamente R$ 10,4 trilhões.
Contexto das decisões do Copom
O Comitê de Política Monetária reduziu a Selic de 15% para 14,75% e, depois, para 14,5% ao ano, citando o conflito no Oriente Médio e a deterioração do quadro fiscal como razões para cautela.
Endividamento das famílias
Segundo o BC, cerca de metade das famílias brasileiras possui dívidas com o sistema bancário. A inadimplência no crédito, com atrasos superiores a 90 dias, alcançou 4,4% — o maior nível desde o início da série histórica em 2011.
Com informações de Gazeta do Povo