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Pastor que condenou ofensiva na Ucrânia passa a integrar lista de terroristas na Rússia

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O pastor batista Yuri Kirillovich Sipko, de 74 anos, foi oficialmente incluído na relação de “terroristas e extremistas” do Rosfinmonitoring, órgão responsável pelo monitoramento financeiro da Rússia.

A página do serviço federal registra: “SIPKO, Yury Kirillovich, nascido em 28 de fevereiro de 1952, Tara, Oblast de Omsk, Rússia”.

Processo criminal e críticas à guerra

Ex-presidente da União dos Cristãos Batistas Evangélicos da Rússia, Sipko ganhou notoriedade ao se manifestar nas redes sociais contra a invasão russa à Ucrânia. Em agosto de 2023, o Comitê de Investigação da Federação Russa abriu um processo criminal contra o religioso, alegando que ele “disseminava informações falsas” sobre a operação militar.

Durante a investigação, policiais revistaram a residência do pastor, que conseguiu deixar o local antes da chegada dos agentes. “Eles querem me prender porque eu disse a verdade: a Rússia declarou guerra à Ucrânia. Pessoas estão morrendo e tudo está sendo destruído”, afirmou Sipko naquele momento.

Restrições financeiras e de mobilidade

Ao ser rotulado como terrorista, Sipko enfrenta bloqueio de contas bancárias, impossibilidade de realizar qualquer transação financeira e impedimento legal de deixar o território russo.

Alerta sobre pressão a cristãos

Para o analista Rolf Zeeger, da World Watch Research, o caso evidencia a crescente pressão governamental sobre cristãos no país. “Declarações críticas ou questionamentos à ‘operação especial’ podem gerar consequências severas”, alertou em 2023.

Possível saída do país

Relatos não confirmados indicam que o pastor teria conseguido sair da Rússia, informação que ainda não foi oficialmente verificada. Em entrevista recente, porém, Sipko reforçou acreditar que as acusações têm motivação política e agradeceu o apoio recebido. Nas redes sociais, seguidores publicaram mensagens de incentivo, citando trechos bíblicos sobre perseguição.

Com informações de Folha Gospel