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Caças israelenses atacam defesas estratégicas do Irã após disparo de mísseis

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As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram na madrugada desta segunda-feira, 8 de junho de 2026 (horário local), um ataque em larga escala contra sistemas de defesa aérea do Irã, horas depois de Teerã lançar mísseis que foram interceptados por Israel. A ação representa a maior escalada desde o cessar-fogo iniciado em 7 de abril.

Segundo comunicado divulgado no canal oficial das FDI no Telegram, dezenas de caças da Força Aérea participaram da ofensiva, coordenada pela Diretoria de Inteligência militar. Os alvos eram equipamentos recém-implantados pelo regime iraniano para restaurar suas capacidades de detecção e defesa, danificadas durante a Operação Leão Rugidor, iniciada em fevereiro.

“O ataque desmantelou esses sistemas e amplia a liberdade de ação da Força Aérea Israelense no espaço aéreo iraniano”, informou o texto militar.

A ofensiva israelense ocorre após o lançamento de mísseis a partir do território iraniano, o primeiro ataque direto contra Israel desde abril. Todos os projéteis foram interceptados, segundo Tel Aviv.

Até o momento, não está claro se a troca de ataques permanecerá isolada, como episódios anteriores vividos desde o cessar-fogo, ou se marcará a retomada total da guerra iniciada em 28 de fevereiro.

A emissora CNN informou que, no domingo (7), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu por telefone ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que evitasse uma retaliação, alegando proximidade de um acordo para encerrar o conflito.

Em contraponto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou nesta segunda-feira que Washington é responsável pelas ações de Israel. “Aconteça o que acontecer na região, a responsabilidade direta dos Estados Unidos está estabelecida, e eles também arcarão com as consequências de qualquer escalada”, afirmou, segundo a agência estatal iraniana Tasnim.

A troca de acusações eleva as tensões em um momento em que esforços diplomáticos tentam manter o cessar-fogo firmado há dois meses.

Com informações de Gazeta do Povo