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Justiça peruana mantém processo contra Roberto Sánchez às vésperas da eleição presidencial

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Lima – A Justiça do Peru decidiu nesta sexta-feira (5) dar continuidade ao processo criminal contra o candidato de esquerda Roberto Sánchez, que disputa o segundo turno das eleições presidenciais de domingo (7) com a conservadora Keiko Fujimori.

O juiz Adolfo Farfán, titular da 33ª Vara de Instrução Preparatória de Lima, rejeitou o pedido do Ministério Público para que o caso fosse enviado diretamente a julgamento, mas confirmou a validade formal da acusação e determinou a sequência da audiência preliminar – iniciada na quinta-feira e concluída após mais de cinco horas de sessão.

Acusações e pena solicitada

Sánchez é investigado por supostamente apresentar informações falsas sobre contribuições e financiamento de seu partido, Juntos por el Perú, entre 2018 e 2020. A Promotoria afirma que cerca de 280 mil sóis (aproximadamente US$ 58,6 mil) teriam sido desviados para contas pessoais do político e de aliados, entre eles o irmão William Ricardo Sánchez.

O Ministério Público pede uma condenação de cinco anos e quatro meses de prisão pelos crimes de declarações falsas em processos administrativos e falsificação de dados financeiros perante o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).

Defesa e próximos passos

Participando remotamente do início da audiência, Sánchez negou as acusações e afirmou nas redes sociais que sempre manteve “conduta legal e correta” ao prestar contas aos órgãos eleitorais. A defesa apresentou diversas objeções, todas consideradas infundadas pelo magistrado.

A audiência preliminar foi retomada nesta sexta-feira para análise de recursos pendentes e início da verificação das provas apresentadas pelo Ministério Público.

Cenário eleitoral

Sánchez, aliado do ex-presidente Pedro Castillo (2021-2022), enfrenta Keiko Fujimori, filha do ex-mandatário Alberto Fujimori, no pleito que definirá o chefe de Estado peruano para o período 2026-2031. Em caso de vitória, o candidato passará a contar com imunidade presidencial.

A decisão judicial ocorreu no mesmo dia em que os dois postulantes realizaram seus comícios de encerramento de campanha na capital peruana.

Com informações de Gazeta do Povo