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Rubio prevê avanço do “Escudo das Américas” com novas lideranças na América Latina

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Washington (EUA) – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (3) que o “Escudo das Américas”, aliança criada pelo presidente Donald Trump para combater crime organizado, narcotráfico e terrorismo no continente, deve ganhar mais integrantes nos próximos meses.

Durante audiência em um comitê do Senado norte-americano, Rubio disse que mais de 14 países já aderiram à iniciativa e que o número tende a aumentar “à medida que as eleições mudarem as lideranças em vários países”.

Expectativa de alinhamento à direita

Segundo o chefe da diplomacia dos EUA, o governo Trump aposta em uma onda de governos alinhados a Washington na América Latina. Rubio citou Brasil, Cuba, Nicarágua, Venezuela e o atual governo colombiano, liderado pelo presidente de esquerda Gustavo Petro, como exceções a essa tendência.

Frente contra facções e cartéis

Lançado no início de 2026, o Escudo das Américas se propõe a intensificar o intercâmbio de informações e operações contra organizações criminosas transnacionais, em especial cartéis de drogas. A aliança integra a estratégia mais rígida de Trump contra facções que atuam no hemisfério.

Na semana passada, o Departamento de Estado classificou as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, após solicitação do senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em visita a Washington. Pré-candidato à Presidência, Flávio declarou que, caso eleito, pretende incluir o Brasil no bloco de segurança liderado pelos EUA.

Eleições em curso

Duas disputas presidenciais concentram a atenção da Casa Branca. Na Colômbia, o direitista Abelardo de la Espriella liderou o primeiro turno e recebeu apoio público de Trump antes da segunda votação, atitude classificada como “interferência” pelo presidente Petro. No Peru, a candidata Keiko Fujimori, também de direita, aparece à frente do esquerdista Roberto Sánchez no segundo turno.

Rubio encerrou a audiência reforçando que Washington pretende “trabalhar de perto” com futuros governos dispostos a adotar políticas conjuntas de segurança e combate às drogas.

Com informações de Gazeta do Povo