Jessica Garvin, dos Estados Unidos, passou 16 anos consumindo álcool e diferentes drogas até aceitar participar de um programa cristão de recuperação, experiência que marcou a virada definitiva de sua história. Hoje, ela está livre da dependência química, recuperou a guarda do filho e atua no apoio a outras mulheres em situação semelhante.
Infância marcada por abandono
Crescida com a mãe ausente e usuária de entorpecentes, Jessica acumulou sentimentos de rejeição desde cedo. Na adolescência, buscou nas drogas e no álcool um refúgio para a dor emocional, passando do uso de comprimidos a substâncias mais potentes, como heroína e fentanil, aplicadas por via intravenosa.
Ciclo de rua, prisões e culpa
A rotina de dependência levou a norte-americana a viver nas ruas e a enfrentar episódios de pensamentos suicidas. Aos 28 anos, foi detida por envolvimento com venda de produtos roubados. Já na prisão, exames revelaram que ela estava grávida. Após pagar fiança, perdeu uma audiência judicial e retornou à cadeia logo após o parto. O bebê, chamado Tristan, permaneceu sete semanas na UTI neonatal; nesse período, Jessica não pôde sequer segurá-lo nos braços.
Decisão pelo programa de recuperação
Depois de cumprir 58 dias de detenção, foi libertada enquanto o filho ainda se submetia a tratamento de desintoxicação. Mesmo se sentindo “indigna”, atendeu ao pedido do pai e ingressou em um centro cristão para dependentes químicos. Segundo relata, logo no primeiro dia sentiu-se acolhida e percebeu “o amor de Cristo” por meio dos voluntários e profissionais.
Libertação e nova missão
No local, Jessica declarou entregar a vida a Jesus e afirma não ter mais recaído. “Hoje, mesmo nos meus piores dias, não penso em voltar às drogas”, disse à CBN News. Após o período de recuperação, reobteve a guarda de Tristan e passou a ministrar palestras e acompanhamentos para mulheres que lutam contra o vício.
“Meu passado não me define”, resume Jessica, ressaltando que utiliza sua própria história para oferecer esperança a quem ainda se sente “perdido e quebrado”.
Com informações de Guiame