WASHINGTON — O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta terça-feira (2) ao Comitê de Relações Exteriores do Senado que a América Latina passou a ser “repleta” de governos alinhados a Washington. No entanto, destacou o Brasil como uma das poucas exceções, juntamente com Venezuela, Nicarágua e Cuba.
“Em termos gerais, trata-se agora de uma região cheia de aliados dos EUA, de líderes afins e de uma orientação favorável aos Estados Unidos”, afirmou Rubio durante a audiência. Segundo ele, apenas os governos de Brasília, Caracas, Manágua e Havana destoam desse cenário; no caso brasileiro, observou, o país “está em meio a um ciclo eleitoral”.
O chefe da diplomacia norte-americana também mencionou “alguns desafios” na atual gestão da Colômbia, presidida por Gustavo Petro, embora tenha ressaltado que o continente dispõe hoje de “uma coalizão de países amigos” dedicada a questões de segurança. Rubio citou o Escudo das Américas — iniciativa lançada pelo presidente Donald Trump para combater o narcotráfico — como exemplo do novo alinhamento, que já conta com Argentina, Chile, Equador e El Salvador.
Para o secretário, o avanço representa uma “conquista importante” após “20 anos de abandono” dos EUA na região, período que, na avaliação dele, abriu espaço para a influência chinesa. A mudança de cenário, disse, ganhou força desde o retorno de Trump à Casa Branca.
Rubio mencionou ainda a guinada à direita em países como Bolívia, Honduras e Chile, bem como o desempenho do conservador Abelardo de la Espriella, o mais votado no primeiro turno das eleições presidenciais colombianas, que concorre para suceder Petro.
Sobre a Venezuela, o secretário reiterou que os EUA mantêm “tutela” desde a captura de Nicolás Maduro. Em relação a Cuba, lembrou que Trump já ameaçou “assumir o controle” da ilha para pressionar por mudanças políticas.
Com informações de Gazeta do Povo