O governo dos Estados Unidos sinalizou que deve desistir de criar o Fundo Anti-Instrumentalização, estimado em quase US$ 1,8 bilhão, após decisão judicial que suspendeu temporariamente o projeto.
Na sexta-feira (29), a juíza Leonie Brinkema, da Corte Distrital do Leste da Virgínia, proibiu qualquer avanço na implementação do fundo até 12 de junho, prazo no qual analisará os argumentos legais apresentados.
Segundo reportagem da CNN publicada nesta segunda-feira (1º), duas fontes próximas às negociações afirmam que a administração do presidente Donald Trump comunicou a líderes republicanos no Congresso a intenção de arquivar o plano. Uma terceira fonte relatou à emissora que o projeto está apenas “em pausa”, sem ter sido totalmente descartado.
Anunciado em maio pelo Departamento de Justiça (DOJ), o fundo teria como finalidade ouvir queixas e oferecer compensações financeiras a cidadãos que alegam ter sido alvo de uso indevido de seus dados pessoais ou de lawfare por parte do governo. Durante audiência no Congresso em 19 de maio, o procurador-geral interino, Todd Blanche, admitiu que eventuais indenizações poderiam contemplar condenados pela invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021.
Em publicação na rede X nesta segunda, o DOJ informou que cumprirá a liminar, apesar de discordar “veementemente” da decisão. O órgão destacou que o fundo estaria aberto a qualquer pessoa que se sinta vítima de instrumentalização ou perseguição, “independentemente de filiação política”.
Com a liminar em vigor e a falta de consenso interno, o destino do Fundo Anti-Instrumentalização permanece indefinido.
Com informações de Gazeta do Povo