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EUA avaliam sobretaxa de 25% para produtos brasileiros, diz USTR

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O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou a aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre uma série de produtos importados do Brasil. A orientação consta de relatório divulgado nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026, em Washington.

A medida surge no contexto de uma investigação da Seção 301, aberta em julho de 2025, que analisa práticas comerciais brasileiras consideradas “injustas” pelo governo norte-americano. Entre os pontos citados estão o sistema de pagamentos Pix e a venda de produtos piratas na Rua 25 de Março, em São Paulo.

Motivos elencados

O USTR listou quatro principais razões para a recomendação:

  • Decisões judiciais brasileiras que obrigam redes sociais norte-americanas a remover conteúdo, resultando em prejuízo financeiro às plataformas.
  • Tarifas consideradas preferenciais e “injustas” concedidas pelo Brasil a produtos do México e da Índia.
  • Falhas no combate à corrupção, pagamento de propinas e proteção da propriedade intelectual, incluindo demora na análise de patentes biofarmacêuticas.
  • Restrições ao etanol norte-americano desde 2017 e preocupações com desmatamento ilegal.

Exceções previstas

Mesmo com a proposta de sobretaxa, o relatório prevê isenção para determinados itens, como carne bovina, frutas, café, suco de laranja e metais de terras raras.

Prazos e próximos passos

O USTR marcará uma audiência pública para 6 de julho. Participantes interessados devem se inscrever até 22 de junho, e comentários escritos podem ser enviados até 1º de julho. O prazo legal para adoção de medidas corretivas encerra-se em 15 de julho de 2026.

No ano passado, Washington havia imposto tarifa de 50% às importações brasileiras, suspensão que ocorreu em grande parte devido à inflação de alimentos nos Estados Unidos e a decisão da Suprema Corte norte-americana, em fevereiro, que apontou irregularidades no tarifaço global aplicado em 2025.

Com informações de Gazeta do Povo