Washington, 1º de junho de 2026 – Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques no fim de semana, enquanto segue indefinida a negociação de um acordo para encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro e suspensa desde 7 de abril por um cessar-fogo frágil.
Em nota publicada na noite de domingo (31) na rede X, o Comando Central dos EUA (Centcom) informou ter realizado “ataques de autodefesa” contra radares iranianos e centros de comando e controle de drones nas regiões de Goruk e da Ilha de Qeshm. As investidas ocorreram no sábado (30) e no próprio domingo, segundo o texto.
De acordo com o Centcom, a ação respondeu a iniciativas consideradas “agressivas” de Teerã, entre elas o abate de um drone americano MQ-1 que voava sobre águas internacionais. Caças dos EUA teriam destruído defesas aéreas iranianas, uma estação de controle terrestre e dois drones de ataque unidirecional que, segundo o comando, representavam ameaça direta a embarcações que transitavam pela região.
A força norte-americana ressaltou que nenhum militar dos EUA ficou ferido e que continuará a proteger “ativos e interesses” do país diante do que classificou como “agressão iraniana injustificada” durante o cessar-fogo em vigor.
Resposta iraniana
A Guarda Revolucionária Islâmica declarou ter atacado uma base aérea dos Estados Unidos de onde, segundo a corporação, partira um bombardeio contra uma torre de telecomunicações na Ilha de Sirik. Já a agência de notícias estatal do Kuwait – nação que abriga instalações militares americanas – noticiou que as defesas aéreas kuwaitianas interceptaram drones e mísseis lançados contra o país.
Proposta em revisão
Enquanto os confrontos se intensificavam, veículos de imprensa dos EUA informaram que o presidente Donald Trump devolveu com ajustes uma minuta de acordo que prevê a extensão do cessar-fogo por 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, quase totalmente bloqueado pelo Irã desde o início do conflito.
A guerra, travada por Estados Unidos e Israel contra o regime iraniano, completa três meses em meio a impasses diplomáticos e sucessivas violações do armistício temporário.
Com informações de Gazeta do Povo