O avanço do Ebola na República Democrática do Congo levou o pastor e missionário Bisoke Balikenga a pedir orações urgentes pela população afetada. Atuando em Bunia, uma das regiões mais atingidas do leste do país, o líder cristão relatou à CBN News que “muitas famílias já perderam parentes” e enfrentam dificuldades para lidar com a crise sanitária.
Clamor por proteção e fim das mortes
“Orem por nós para que Deus impeça a propagação da doença entre as pessoas, para que as pessoas parem de morrer, porque até agora já perdemos muita gente”, declarou Balikenga, que coordena o ministério Hearts for the Congo, dedicado a evangelizar órfãos, refugiados e famílias em situação de vulnerabilidade.
Transmissão e risco após o óbito
O médico Tyler B. Evans, especialista em doenças infecciosas que integrou duas grandes missões de combate ao Ebola, explicou que o vírus se espalha principalmente pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas contaminadas — como sangue e saliva. “O maior risco de disseminação ocorre nas primeiras 48 horas após a morte, portanto o cuidado adequado dos cadáveres é muito importante”, alertou.
Protestos contra protocolos de enterro
As orientações sanitárias, que impedem familiares de participarem do sepultamento de vítimas, provocaram revolta em algumas comunidades. De acordo com o pastor, um centro de saúde foi destruído por jovens inconformados. “Eles estão com raiva porque querem enterrar. Na África, o enterro é algo levado muito a sério. Mas, quando alguém morre de Ebola, nenhuma família pode ter acesso ao corpo; somente profissionais de saúde podem enterrá-lo”, contou.
Igrejas se mobilizam para conscientizar
Apesar das restrições, igrejas e líderes cristãos vêm promovendo campanhas educativas sobre prevenção, enquanto oferecem apoio espiritual às famílias enlutadas.
Letalidade elevada e variante resistente
Especialistas estimam que a taxa de mortalidade do Ebola varie entre 20% e 50%, a depender da cepa e das condições de tratamento. O Dr. Evans reforçou que o vírus segue entre as doenças mais letais do mundo e advertiu que a variante atual apresenta resistência à maioria das vacinas e terapias disponíveis.
Preocupação internacional e medidas nos EUA
O surto no Congo motivou autoridades de outros países a reforçarem a vigilância. Nos Estados Unidos, o governo ampliou a triagem de viajantes oriundos do Congo, Sudão do Sul e Uganda. “Não podemos e não vamos permitir que nenhum caso de Ebola entre nos Estados Unidos”, afirmou o secretário de Estado Marco Rubio durante reunião de gabinete. Os protocolos são reforçados às vésperas da Copa do Mundo, que será sediada em solo norte-americano.
A escalada de casos mantém a comunidade internacional em alerta, enquanto líderes religiosos e profissionais de saúde no Congo intensificam esforços para conter a doença e confortar as famílias atingidas.
Com informações de Guiame