O governo dos Estados Unidos incluiu o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, medida que entra em vigor em 5 de junho. A decisão, assinada pelo secretário de Estado Marco Rubio, amplia sanções financeiras e mecanismos de cooperação internacional contra as duas facções criminosas brasileiras.
Nos bastidores, a iniciativa foi articulada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante reuniões recentes na Casa Branca com o presidente norte-americano Donald Trump, o vice-presidente JD Vance e o próprio Rubio.
Críticas de Gleisi Hoffmann
Assim que a classificação foi confirmada, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) utilizou as redes sociais para criticar a família Bolsonaro, acusando o grupo político de celebrar “ingerência estrangeira” sobre o Brasil. “Mais uma vez a família Bolsonaro mostra que são traidores da pátria, festejando uma ingerência dos EUA no Brasil. Não respeitam nem querem que seja respeitada a soberania nacional”, escreveu.
A parlamentar defendeu que o governo Luiz Inácio Lula da Silva é atualmente o principal responsável pelo enfrentamento ao crime organizado no país e citou operações recentes da Polícia Federal contra esquemas de lavagem de dinheiro ligados ao PCC. Gleisi também cobrou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública no Congresso.
Repercussão nas redes
A reação da deputada provocou críticas de opositores e de analistas políticos. Para esses grupos, o fortalecimento de facções como PCC e Comando Vermelho teria ocorrido durante os últimos governos petistas — três mandatos de Lula e um mandato e meio de Dilma Rousseff, somando quase 24 anos de PT na Presidência.
Segundo esses críticos, se o combate tivesse sido eficaz ao longo desse período, as organizações não teriam alcançado o atual nível de poder financeiro e influência internacional. Eles consideram “estranho” que dirigentes petistas tratem a decisão americana como ameaça à soberania ao mesmo tempo em que afirmam que o governo federal já estaria controlando o avanço das facções.
Visão de aliados de Flávio Bolsonaro
Parlamentares próximos a Flávio Bolsonaro avaliam que a classificação imposta pelos Estados Unidos representa um endurecimento inédito do cenário internacional contra o crime organizado brasileiro. Para eles, a medida deve fortalecer a cooperação entre autoridades dos dois países no rastreamento de recursos e no bloqueio de ativos das quadrilhas.
Com informações de Direita Online