Home / Política / EUA anunciarão PCC e Comando Vermelho como terroristas, e Flávio Bolsonaro festeja: “Grande dia”

EUA anunciarão PCC e Comando Vermelho como terroristas, e Flávio Bolsonaro festeja: “Grande dia”

ocrente 1780009555
Spread the love

Brasília — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência da República, comemorou na noite desta quinta-feira (28) a decisão do governo dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) em sua lista oficial de organizações terroristas.

“Grande dia”, escreveu o parlamentar na rede social X ao compartilhar a publicação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, responsável pelo comunicado.

Pedido em encontro com Trump

Dois dias antes do anúncio, na terça-feira (26), Flávio esteve em Washington, onde se reuniu com o presidente dos EUA, Donald Trump, e defendeu formalmente que as duas facções brasileiras recebessem o enquadramento de terrorismo.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que acompanhou o irmão na viagem, divulgou vídeo agradecendo a Trump, a Rubio e ao vice-presidente norte-americano, J. D. Vance. “Eles agora poderão ser combatidos como Bin Laden”, afirmou, acrescentando que, caso eleito em 2027, Flávio teria condições de “fazer muito mais” pela segurança pública.

Repercussão na família Bolsonaro

Carlos Bolsonaro (PL-SC), pré-candidato ao Senado, atribuiu o resultado à atuação dos irmãos e criticou veículos de imprensa que, segundo ele, “ridicularizaram” a viagem. “Saiu da ‘reunião que não aconteceria’ para a defesa de todo cidadão brasileiro que sofre com a violência desses terroristas”, comentou.

Coordenador da pré-campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que a iniciativa foi “mais efetiva” do que ações do governo Lula (PT) e declarou que, em 2027, “o bandido voltará a temer a lei”.

Incômodo no governo Lula

Em Brasília, a medida norte-americana é vista como revés diplomático para o Palácio do Planalto. O assessor especial para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, disse ao portal g1 ser favorável à cooperação, mas considerou “inaceitável” qualquer possibilidade de intervenção externa.

Em março, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já havia informado a Marco Rubio que o Brasil se opunha à mudança. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a se encontrar com Trump em 7 de abril, em Washington, mas, segundo o Planalto, o tema não foi tratado.

No ano passado, o então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, argumentou que terrorismo envolve “nota ideológica”, enquanto PCC e CV seriam, para ele, grupos voltados a crimes comuns previstos na legislação brasileira.

Procurado, o Itamaraty ainda não se manifestou sobre a decisão dos EUA.

Com informações de Gazeta do Povo