Forças norte-americanas posicionadas no Oriente Médio efetuaram, nesta quarta-feira (27), novos bombardeios contra um alvo dentro do Irã. Segundo fontes da Casa Branca ouvidas pela CBS News e pela agência Reuters, a operação mirou uma instalação militar que, na avaliação de Washington, colocava em risco tropas dos Estados Unidos e o tráfego comercial no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento de petróleo.
As ações desta quarta ocorrem poucos dias depois de o Comando Central dos EUA (Centcom) ter alvejado lançadores de mísseis em uma cidade portuária iraniana e embarcações acusadas de instalar minas na mesma região. Na ocasião, o Pentágono classificou a ofensiva como “defensiva”, argumento repetido por uma autoridade americana que falou à Reuters sob condição de anonimato sobre o ataque mais recente.
De acordo com essa fonte, militares dos EUA também interceptaram e derrubaram drones iranianos que representariam ameaça semelhante à navegação internacional e às forças instaladas na área. O governo norte-americano sustenta que a ação não fere o cessar-fogo atualmente em vigor.
Negociações em curso
Os novos bombardeios acontecem enquanto Washington e Teerã discutem um possível acordo para encerrar, de forma definitiva, a guerra iniciada em 28 de fevereiro. Mais cedo, durante reunião de gabinete na Casa Branca, o presidente Donald Trump afirmou que o Irã “negocia no limite” e advertiu que, sem consenso, os EUA “terminarão o trabalho”.
Trump rechaçou ainda qualquer cenário em que o Irã ou Omã passe a controlar o Estreito de Ormuz após um eventual pacto de paz. “Ninguém vai controlar essa passagem. São águas internacionais”, declarou o presidente.
Presente à reunião, o secretário de Estado Marco Rubio reforçou que Washington prefere uma solução diplomática, mas reiterou que não aceitará que Teerã mantenha capacidade de desenvolver armas nucleares. Rubio disse haver “algum progresso” nas conversas mais recentes.
Com informações de Gazeta do Povo