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PF volta a mirar Cláudio Castro por aporte de R$ 3 bilhões da Rioprevidência no Banco Master

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Rio de Janeiro — A Polícia Federal cumpriu novos mandados de busca e apreensão contra o ex-governador fluminense Cláudio Castro (PL-RJ) na manhã desta terça-feira, 26 de maio de 2026. O político é suspeito de influenciar a aplicação de aproximadamente R$ 3 bilhões do fundo de previdência estadual, a Rioprevidência, em produtos financeiros do Banco Master.

As ordens judiciais integram a 8ª fase da Operação Compliance Zero e foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator dos inquéritos referentes ao banco no Supremo Tribunal Federal (STF). Ao todo, dez endereços no Rio de Janeiro e em Brasília foram alvo das diligências.

Investigação aprofunda aplicações bilionárias

O inquérito atual deriva da Operação Barco de Papel, que apurou aportes suspeitos de cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master entre outubro de 2023 e julho de 2024. Segundo a PF, a nova etapa investiga outros R$ 2,01 bilhões investidos a partir de julho de 2024 em fundos administrados pela mesma instituição, totalizando os R$ 3 bilhões movimentados pela Rioprevidência.

Segunda ação em menos de uma semana

Cláudio Castro já havia sido alvo, na semana passada, da Operação Sem Refino, que apura suposto esquema de sonegação fiscal e favorecimento ao empresário Ricardo Magro, proprietário da refinaria Refit. A empresa acumula dívida tributária estimada em R$ 52 bilhões e, de acordo com a PF, contaria com a anuência de servidores da Secretaria de Estado da Fazenda para não recolher impostos.

Esta é a segunda vez em menos de sete dias que agentes federais vasculham a residência do ex-governador no Rio em busca de provas.

Com informações de Gazeta do Povo