Manifestantes voltaram a ocupar as ruas de Madri na manhã deste sábado, 23 de maio de 2026, para pedir a renúncia do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. A mobilização, batizada de Marcha pela Dignidade, foi organizada pela associação Sociedade Civil Espanhola e contou com o apoio de mais de 150 entidades civis.
Empunhando bandeiras da Espanha e cartazes com o lema “Sánchez, renuncie já!”, os participantes também gritavam frases como “Ele não é presidente, é um criminoso”. Os atos se estenderam por vários quarteirões da capital, mas a Polícia Nacional bloqueou o avanço em direção ao Palácio de Moncloa, residência oficial do chefe de governo.
Partidos da oposição marcam presença
O Partido Popular (PP) enviou uma delegação de deputados e senadores liderada pela porta-voz no Senado, Alicia García. Já o Vox participou sob a liderança de seu presidente, Santiago Abascal, que declarou: “A Espanha está sendo mantida refém por uma máfia corrupta”.
Confrontos e detenções
Segundo o jornal El Mundo, o esquema de segurança resultou em três pessoas presas e sete policiais feridos levemente durante pequenos confrontos em pontos isolados da cidade.
Zapata e investigações judiciais também na mira
Além de Sánchez, os manifestantes direcionaram críticas ao ex-primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero. De acordo com a agência Reuters, manifestantes pediam a prisão de Zapatero depois que a Justiça espanhola anunciou uma investigação contra ele por suspeita de tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
A mesma agência lembra que, em abril de 2024, Pedro Sánchez chegou a avaliar deixar o cargo quando uma investigação judicial foi aberta contra sua esposa, Begoña Gómez.
A Marcha pela Dignidade se dispersou no início da tarde sem novos incidentes, mantendo a pressão sobre o governo socialista em um momento de tensão política crescente.
Com informações de Gazeta do Povo