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Nova York eleva impostos e bilionários aceleram êxodo para o Texas

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NOVA YORK — A proposta de um novo imposto sobre segundas residências de luxo, anunciada pela prefeitura de Nova York, está provocando a saída de grandes fortunas e empresas em direção ao Texas. A medida, conhecida como “pied-à-terre tax”, deve começar a ser cobrada em 2027 e atingirá imóveis avaliados em mais de US$ 5 milhões (cerca de R$ 25 milhões).

Idealizada pelo prefeito socialista Zohran Mamdani, a cobrança tem o objetivo de reforçar o orçamento municipal e financiar programas sociais, como creches gratuitas. O receio dos investidores, no entanto, ganhou voz em críticas públicas de nomes como o bilionário Ken Griffin, que classificou a postura da prefeitura como “assustadora”.

Texas oferece caminho oposto

No sentido contrário, o Texas, governado pelo republicano Greg Abbott, não impõe imposto de renda estadual às pessoas físicas e mantém alíquotas reduzidas para as empresas. O estado também criou tribunais especializados em disputas empresariais, prometendo maior previsibilidade jurídica. Essa combinação de custos menores, incentivos fiscais e menos burocracia levou o Texas a ultrapassar Nova York em número de empregados no setor financeiro em 2024.

Gigantes de tecnologia lideram mudança

Tesla, SpaceX e Dell Technologies estão entre as companhias que transferiram sedes legais para o Texas, movimento apelidado pela imprensa norte-americana de “DExit” — referência à saída tradicionalmente feita pelo estado de Delaware. Executivos citam decisões judiciais consideradas punitivas e regulações mais rígidas em Nova York como razões para a mudança.

‘Y’all Street’ cresce em Dallas-Fort Worth

O fluxo de instituições financeiras para as cidades de Dallas e Fort Worth rendeu até um novo apelido para a região: “Y’all Street”. Bancos como JPMorgan Chase, Wells Fargo e Goldman Sachs duplicaram operações e quadros de funcionários no estado, consolidando o Texas como polo financeiro emergente dos Estados Unidos.

Reverberações políticas

A migração populacional de estados com alta carga tributária para destinos mais baratos pode redesenhar o mapa político norte-americano. Como as cadeiras da Câmara dos Deputados são distribuídas conforme a população, projeções indicam que Texas e Flórida devem ganhar mais assentos — e, consequentemente, votos no Colégio Eleitoral — após o Censo de 2030. Pesquisas apontam que muitos recém-chegados possuem perfil eleitoral mais conservador, tendência que pode fortalecer o Partido Republicano nos estados de destino.

As mudanças fiscais e corporativas seguem em debate, enquanto autoridades texanas intensificam a oferta de incentivos para atrair novos investimentos, e a prefeitura de Nova York mantém o cronograma do novo imposto para 2027.

Com informações de Gazeta do Povo