Brasília, 22 de maio de 2026 – A psicanalista Marisa Lobo publicou nesta quarta-feira (22) um artigo no portal Pleno.News questionando a decisão do governo federal de substituir a palavra “mãe” por “pessoas que gestam” na nova caderneta da gestante.
No texto, divulgado às 11h16, Lobo afirma que a mudança representa mais do que uma simples alteração de vocabulário. Segundo ela, trata-se de “uma transformação cultural, ideológica e simbólica” que, em sua visão, despersonaliza a experiência materna e dilui a identidade feminina.
A articulista relembra conquistas históricas das mulheres, como licença-maternidade, proteção à gestante e combate à violência obstétrica, e questiona como políticas públicas específicas poderão ser defendidas se a linguagem oficial deixar de nomear a maternidade.
Para Marisa Lobo, ao optar por termos neutros, o Estado envia a mensagem de que reconhecer a mulher como mulher se tornou inconveniente. Ela argumenta que, quando a linguagem apaga a figura feminina, seus direitos ficariam potencialmente fragilizados.
A autora também critica o que chama de “militância ideológica infiltrada” em documentos oficiais, sustentando que a alteração não melhora a saúde pública nem oferece mais proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade. Em seu ponto de vista, a nova terminologia “reduz a mulher a uma expressão técnica e impessoal”.
Marisa Lobo atua como psicanalista e possui pós-graduações em Psicanálise, Gestão e Mediação de Conflitos, Educação de Gênero e Sexualidade, Filosofia de Direitos Humanos e Saúde Mental, além de habilitação para o magistério superior.
Com informações de Pleno.News