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Washington e Brasília iniciam diálogo comercial após encontro Lula-Trump

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Brasília — Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos realizaram na noite de terça-feira (19) a primeira rodada de conversas sobre comércio exterior desde a reunião de 7 de maio entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, na Casa Branca.

O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, informou na rede X que manteve um encontro virtual com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Fernando Elias Rosa. “Saúdo o engajamento construtivo do Brasil para avançar nas questões comerciais e aguardo com expectativa a continuidade das discussões”, escreveu Greer.

Pouco depois do encontro em Washington, Trump já havia antecipado que as equipes técnicas de ambos os países discutiriam temas como tarifas e barreiras de mercado. A reunião desta terça-feira abriu oficialmente essa agenda.

Conversas paralelas em Paris

No mesmo dia, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se em Paris com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, à margem do encontro do G7 de ministros das Finanças. Segundo Durigan, o diálogo tratou dos impactos econômicos do conflito no Estreito de Ormuz e de “avanços nas tratativas sobre o comércio bilateral”.

Tensões recentes

A aproximação busca reduzir os atritos acumulados em 2025, quando a Casa Branca abriu uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras. O inquérito inclui desde a venda de produtos piratas na Rua 25 de Março, em São Paulo, até o uso do Pix, apontado por Washington como possível ameaça à competitividade de empresas americanas de pagamentos.

No mesmo período, os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre as importações procedentes do Brasil. A maior parte dessas sobretaxas acabou suspensa devido à alta de preços dos alimentos nos EUA e a uma decisão da Suprema Corte americana, em fevereiro, que considerou irregular o “tarifaço” global decretado por Trump em 2025.

Brasília espera que o novo canal de diálogo ajude a resolver esses impasses e abra espaço para um ambiente de negócios mais previsível entre os dois maiores mercados das Américas.

Com informações de Gazeta do Povo