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Rússia adverte Letônia sobre possível retaliação e recebe contrarrecado dos EUA na ONU

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Durante sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, o embaixador russo Vasily Nebenzya afirmou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não seria capaz de proteger a Letônia caso drones ucranianos fossem lançados de território letão contra alvos na Rússia.

Segundo Nebenzya, serviços de inteligência de Moscou indicariam planos de Kiev para utilizar a Letônia e outros países bálticos como bases de operação. “O pertencimento à Otan não protegerá vocês de retaliação”, declarou o diplomata.

A afirmação provocou resposta imediata dos Estados Unidos. A vice-embaixadora norte-americana Tammy Bruce advertiu que “não há lugar para ameaças contra um membro” do Conselho de Segurança e reiterou que Washington continua comprometido com todas as obrigações de defesa coletiva previstas no tratado, apesar de críticas recentes do presidente Donald Trump à aliança.

A representante da Letônia, Sanita Pavluta-Deslandes, rebateu as acusações russas, classificando-as como “pura ficção e puras mentiras”. O delegado ucraniano, Andriy Melnyk, também negou qualquer plano de usar território letão ou estoniano, qualificando as alegações de “contos de fadas”.

A troca de acusações ocorreu poucas horas depois de um caça da Otan abater um drone ucraniano que entrou no espaço aéreo da Estônia. Autoridades ucranianas sustentam que o equipamento foi desviado por sistemas de guerra eletrônica russos. No mesmo dia, a Letônia emitiu alertas aéreos em áreas próximas à fronteira com a Rússia, mas informou não ter detectado drones em seu território.

Os episódios ampliam a tensão entre Moscou e os países bálticos, todos integrantes da Otan desde 2004, em meio à guerra na Ucrânia e a declarações de Trump sobre um possível afastamento dos Estados Unidos da aliança.

Com informações de Gazeta do Povo