Jerusalém – As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram neste sábado (16) que eliminaram Izz al-Din al-Haddad, considerado o sucessor de Mohammed Sinwar no comando do braço armado do Hamas na Faixa de Gaza.
Segundo comunicado militar, Haddad foi atingido em um ataque aéreo na sexta-feira (15) na Cidade de Gaza, no norte do enclave palestino. O Exército israelense descreveu o dirigente como um dos últimos integrantes de alto escalão ainda ativos do grupo e um dos arquitetos do ataque terrorista de 7 de outubro de 2023, que deixou cerca de 1,2 mil mortos e 251 sequestrados em Israel.
Apelidado de “O Fantasma”
O jornal The Times of Israel noticiou que Haddad era conhecido dentro do Hamas como “O Fantasma” por ter sobrevivido a várias tentativas de assassinato. Ele chefiava a Brigada da Cidade de Gaza durante o ataque de 2023 e, de acordo com as FDI, havia assumido funções centrais após a morte de Mohammed Sinwar.
Os militares israelenses afirmam que o comandante trabalhava para reconstruir as capacidades bélicas do Hamas, planejar novos ataques e gerenciar locais onde civis israelenses sequestrados eram mantidos reféns, chegando a usar essas pessoas como escudo para evitar operações contra ele.
Confirmação do Hamas
Em nota transmitida pela emissora Al Jazeera, o Hamas confirmou a morte de Haddad e acusou Israel de “assassinato traiçoeiro e covarde”. O grupo declarou que o dirigente morreu no bairro de Remal, na Cidade de Gaza, junto da esposa, da filha e de outros civis palestinos.
Repercussão em Israel
O chefe do Estado-Maior israelense, tenente-general Eyal Zamir, classificou a operação como “sucesso operacional significativo”. Relatos de ex-reféns libertados pelo Hamas citavam repetidamente o nome de Haddad, segundo o Exército.
A morte do comandante ocorre enquanto Israel mantém ofensiva na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, em resposta aos ataques do Hamas daquele mês.
Com informações de Gazeta do Povo