Washington (EUA) – O FBI anunciou nesta quinta-feira (14) recompensa de US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão) por informações que levem à captura e condenação de Monica Elfriede Witt, 47 anos, ex-integrante da Força Aérea dos Estados Unidos acusada de entregar segredos militares ao Irã.
Indiciada por espionagem
Um júri federal em Washington indiciou Witt em fevereiro de 2019 por conspiração e transmissão de informações de defesa nacional ao regime iraniano. Desde então, a ex-militar permanece foragida.
Carreira militar e acesso a segredos
Witt serviu na Força Aérea de 1997 a 2008 como especialista em inteligência e, depois, atuou como contratada do governo até 2010. Nessa função, teve acesso a dados secretos e ultrassecretos sobre inteligência estrangeira, contrainteligência e identidades de agentes americanos.
Deserção para o Irã
De acordo com a agência, Witt desertou em 2013. Instalou-se no Irã e, segundo a acusação, repassou ao governo de Teerã informações sensíveis sobre programas de defesa dos EUA, colocando em risco militares, servidores e seus familiares no exterior.
Benefício à Guarda Revolucionária
O FBI afirma que as informações fornecidas pela ex-militar favoreceram o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), braço de elite iraniano responsável por operações de inteligência e apoio a grupos hostis aos interesses norte-americanos.
Identidade e nomes alternativos
Nascida em El Paso, Texas, Witt também atende por Fatemah Zahra e Narges Witt. A investigação indica que ela fala persa e continua residindo no Irã.
Apelo por informações
“Monica Witt traiu seu juramento à Constituição ao desertar para o Irã e fornecer informações de defesa nacional. Acreditamos que alguém possa saber onde ela está”, declarou Daniel Wierzbicki, agente especial responsável pela Divisão de Contrainteligência e Cibernética do FBI em Washington.
Quem tiver pistas sobre o paradeiro da ex-militar deve procurar qualquer escritório do FBI ou a embaixada ou consulado dos Estados Unidos mais próximo.
Com informações de Gazeta do Povo