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Suspeito de operar grupo hacker de Daniel Vorcaro é preso em Dubai e chega ao Brasil sob custódia

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Um prestador de serviços apontado pela Polícia Federal (PF) como “executor técnico” de um núcleo hacker ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi detido neste sábado, 16 de maio de 2026, no aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e imediatamente deportado para o Brasil.

A prisão preventiva do investigado havia sido determinada na quinta-feira (14) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Desde então, ele era considerado foragido.

Detenção internacional e chegada a Guarulhos

Acionada por meio de cooperação policial, a autoridade dos Emirados Árabes impediu a entrada do suspeito no país e o colocou em voo de retorno. Ele desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) durante a tarde, quando agentes da PF cumpriram o mandado de prisão.

Envolvimento com o grupo “Os Meninos”

De acordo com a investigação, o detido integrava o grupo conhecido como “Os Meninos”, responsável por ataques cibernéticos, invasões de sistemas, derrubada de perfis em redes sociais e monitoramento digital ilegal a serviço de Vorcaro.

Em depoimento anterior à sexta fase da Operação Compliance Zero, ele declarou ser estudante de computação e desenvolvedor de sistemas, recebendo salário mensal de R$ 2 mil do chefe do braço tecnológico de Vorcaro para tarefas como manutenção de computadores, transporte de veículos, recarga de celulares e criação de softwares de inteligência artificial.

Suspeita de destruição de provas e falsificação

Relatório da PF registra que, em março, o investigado teria retirado móveis e pertences da residência do líder do núcleo hacker, em Lagoa Santa (MG), utilizando um caminhão de mudanças logo após a fuga do chefe. Os policiais consideram o episódio indício de tentativa de ocultar possíveis provas.

Na mesma época, agentes da Polícia Rodoviária Federal encontraram, no veículo do líder do grupo, um documento de identidade com foto do auxiliar, porém emitido em nome de outra pessoa, o que reforça a suspeita de falsificação.

Pagamentos suspeitos

Ainda segundo a PF, o suspeito aparece como sócio em duas drogarias, utilizadas para a circulação dissimulada de recursos provenientes das atividades ilícitas do grupo.

O investigado permanece à disposição da Justiça Federal em São Paulo e deve ser transferido para unidade prisional da PF enquanto prosseguem as apurações.

Com informações de Gazeta do Povo