Brasília, 16 de maio de 2026 ― A apreensão dos celulares do empresário Daniel Vorcaro, investigado por suposto tráfico de influência, lavagem de dinheiro e corrupção passiva envolvendo o Banco Master, gerou uma nova onda de pressão sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. Setores políticos e jurídicos cobram que ele determine a liberação integral dos arquivos recolhidos, com exceção de conteúdos amparados por sigilo legal.
Pedido de abertura total dos dados
A demanda é para que todas as mensagens, registros de chamadas e demais informações sejam tornados públicos, preservando apenas:
- comunicações entre advogados e clientes;
- material protegido por sigilo da fonte jornalística;
- questões de intimidade estritamente pessoal.
Defensores da medida afirmam que a divulgação completa evitaria vazamentos seletivos capazes de favorecer ou prejudicar grupos específicos.
Nomes citados e ausência de explicações
Reportagens já apontaram relações financeiras do Banco Master com figuras de diferentes espectros políticos, entre elas os ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski, além do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Até o momento, nenhum deles apresentou explicações detalhadas sobre os contratos revelados.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) veio a público negar qualquer irregularidade após a publicação de conversas em que ele aparece negociando patrocínios e investimentos em audiovisual com Vorcaro. Segundo aliados, o parlamentar prepara documentos para comprovar a legalidade das tratativas.
Eleição e risco de novas revelações parciais
A divulgação de trechos das mensagens de Vorcaro ocorreu em meio à expectativa de delação do empresário e a poucos meses das eleições. Críticos afirmam que a exposição fragmentada das conversas desviou momentaneamente o foco de outras autoridades mencionadas em investigações sobre o banco.
Para quem defende a abertura total, a iniciativa permitiria que eleitores tivessem acesso a todas as informações antes de irem às urnas, reduzindo disputas de narrativa e acusações cruzadas.
Próximos passos
Compete agora ao ministro André Mendonça decidir se autoriza ou não a divulgação ampla dos dados. Caso mantenha o material sob sigilo, cresce o risco de novos vazamentos parciais que possam atingir diferentes grupos políticos.
Não há prazo definido para a decisão.
Com informações de Gazeta do Povo