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Eduardo Bolsonaro afirma ter bancado início de filme, mas nega controle sobre investimento milionário

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Brasília — O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta sexta-feira (15) que arcou apenas com o aporte inicial do longa-metragem “Dark Horse”, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas negou qualquer participação na gestão dos recursos usados na produção.

A manifestação ocorreu depois de nova reportagem do The Intercept Brasil revelar um contrato eletrônico, datado de 30 de janeiro de 2024, que identifica Eduardo, o deputado Mario Frias (PL-SP) e a produtora norte-americana GoUp Entertainment como produtores-executivos do filme. Segundo o site, o documento atribui aos signatários poder para definir orçamento, estratégias de financiamento e captação de recursos.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo rebateu. “O Intercept está fazendo vazamento seletivo para tentar assassinar a reputação do Flávio Bolsonaro”, afirmou, referindo-se ao irmão e senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Planalto em 2026.

Valor bilionário em foco

O orçamento do projeto é estimado entre US$ 23 milhões e US$ 26 milhões. Reportagem do Intercept aponta que Flávio teria negociado com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o repasse de US$ 24 milhões, dos quais ao menos US$ 10,6 milhões teriam sido liberados em 2025.

Parte desse montante teria sido enviada ao Havengate Development Fund LP, fundo sediado no Texas e ligado a aliados de Eduardo. A Polícia Federal apura se recursos do fundo serviram para pagar despesas pessoais do ex-deputado nos Estados Unidos, hipótese negada por ele. “Quem disser que recebi dinheiro desse fundo mente para você”, alegou.

Aporte próprio de R$ 350 mil

Eduardo contou ter investido R$ 350 mil oriundos de seu curso on-line “Ação Conservadora” — cerca de US$ 50 mil na cotação da época — para garantir um contrato inicial de dois anos com um diretor de Hollywood e desenvolver o roteiro. O valor, segundo ele, foi posteriormente reembolsado.

O ex-parlamentar explicou ainda que o título de produtor-executivo constava apenas no “contrato antigo” porque assumiu o risco financeiro no estágio embrionário do projeto. “Quando o filme passou a ser estruturado por fundos de investimento, deixei essa função e permaneci apenas como cedente dos direitos de imagem”, afirmou.

Na quinta-feira (14), Eduardo já havia escrito em suas redes que “não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”.

Além disso, mensagens atribuídas a ele, de março de 2025, sugerem orientações para fracionar remessas de dinheiro do Brasil aos Estados Unidos, a fim de evitar “problemas com grandes orçamentos”. O ex-deputado não comentou especificamente os diálogos.

O filme “Dark Horse” ainda não tem data oficial de lançamento.

Com informações de Gazeta do Povo