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Irã reafirma controle do Estreito de Ormuz e veta navios de EUA e Israel

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou nesta sexta-feira (15) que Teerã continuará atuando como “protetor da segurança” no Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo. A afirmação foi feita em Nova Déli, em meio ao impasse diplomático com os Estados Unidos para pôr fim à guerra iniciada em 28 de fevereiro.

Araghchi afirmou que todas as embarcações podem atravessar o estreito, exceto aquelas consideradas em guerra com o Irã — casos dos navios que ostentam bandeiras dos EUA, de Israel ou de seus aliados. Segundo o chanceler, as demais embarcações devem coordenar a travessia com a Marinha iraniana.

Em publicação no X (antigo Twitter) na quinta-feira (14), o chefe da diplomacia iraniana disse que o país “cumprirá seu dever histórico” de garantir a segurança na região. O governo de Teerã mantém um bloqueio à maior parte do tráfego marítimo em Ormuz desde o início do conflito, medida que levou Washington a instaurar um bloqueio naval aos portos iranianos e a reforçar sanções econômicas.

Negociações paralisadas

As conversas entre Irã e Estados Unidos, mediadas pelo Paquistão, estão suspensas depois que ambos os lados rejeitaram propostas recentes de cessar-fogo. O presidente norte-americano Donald Trump classificou a última oferta iraniana como “lixo”, enquanto Araghchi acusou Washington de enviar “sinais contraditórios”.

“Temos todos os motivos para não confiar nos americanos, enquanto eles não têm motivo para não confiar em nós”, disse o ministro, acrescentando que só avançará se houver “disposição para um acordo justo e equilibrado”.

Programa nuclear no centro do impasse

O principal ponto de discórdia é o programa nuclear iraniano. Trump exige forte redução das atividades nucleares de Teerã e a remoção do urânio altamente enriquecido do país. O regime iraniano, por sua vez, sustenta ter direito ao enriquecimento para fins pacíficos.

Araghchi indicou que o Irã aceita apoio diplomático externo, especialmente da China, nas tratativas. Segundo Trump, o presidente chinês, Xi Jinping, ofereceu ajuda para destravar as negociações durante a recente cúpula China-EUA em Pequim.

Até o momento, não há previsão para a retomada formal das conversas.

Com informações de Gazeta do Povo