Cuba chegou nesta sexta-feira (15) ao quarto dia consecutivo de protestos em Havana, motivados por longos cortes de energia, falta de água e o agravamento da crise econômica.
O portal Martí Notícias registrou manifestações em vários bairros da capital. Moradores bateram panelas, ergueram barricadas, bloquearam ruas e desafiaram agentes enviados pelo governo comunista para conter os atos.
Habitantes relataram apagões superiores a 40 horas em algumas regiões, com breves retornos de luz antes de novas interrupções.
Na quinta-feira (14), um dos protestos terminou em confronto direto: segundo o Martí, manifestantes reagiram à investida policial atirando pedras contra os agentes que tentavam dispersar a multidão.
A tensão cresceu depois que a estatal União Elétrica de Cuba (UNE) anunciou novos cortes programados para esta sexta-feira, prevendo deixar mais da metade do país sem energia no horário de maior demanda.
Os protestos ocorrem em meio ao aprofundamento da crise financeira da ilha e ao aumento da pressão de Washington. Desde janeiro, o governo do presidente Donald Trump ampliou restrições ao envio de combustível para Cuba, reduzindo ainda mais o abastecimento energético.
Para evitar mobilizações semelhantes às de julho de 2021, quando milhares de cubanos saíram às ruas, o regime de Miguel Díaz-Canel reforçou o efetivo policial em diversos pontos de Havana.
Nesta quinta-feira, o diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve na capital cubana e comunicou que os Estados Unidos estão dispostos a negociar temas econômicos e de segurança, desde que Havana aceite “mudanças fundamentais”.
No mesmo dia, a emissora CBS News revelou que a Casa Branca prepara uma ação criminal contra Raúl Castro pelo abatimento de dois aviões civis do grupo Irmãos para o Resgate, em 1996, episódio que matou quatro exilados e ainda repercute na relação bilateral.
Com informações de Gazeta do Povo