O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou neste sábado (9) que o atual surto de hantavírus no cruzeiro MV Hondius representa “baixo risco” para a saúde pública mundial e não deverá evoluir para uma nova pandemia.
Evacuação em Tenerife
Tedros está a caminho de Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde deve chegar nas próximas horas para coordenar a retirada dos cerca de 150 passageiros e tripulantes da embarcação. O navio, que reportou seis casos confirmados, oito suspeitos e três mortes provocadas pelo vírus, tem desembarque previsto para a madrugada de domingo (1h no horário de Brasília).
No pronunciamento divulgado na rede social X, o chefe da OMS reforçou que “isto não é outra Covid” e disse falar “sem ambiguidades” ao afirmar que o risco permanece limitado. Ele reconheceu, porém, que a situação — um navio com uma doença pouco conhecida — remete aos acontecimentos de 2020, quando a pandemia de Covid-19 começou. “A dor de 2020 continua real e não a minimizo nem por um momento”, declarou.
Histórico de críticas
A tentativa de tranquilizar a população ocorre em meio a lembranças da postura adotada por Tedros no início da crise sanitária de seis anos atrás. Em janeiro de 2020, após encontro com o presidente chinês Xi Jinping, o dirigente elogiou a resposta de Pequim à Covid-19, posicionamento que rendeu críticas públicas e pedidos de renúncia.
Assim que o MV Hondius atracar, todos a bordo passarão por triagem médica para verificar sintomas relacionados ao hantavírus. As autoridades locais das Ilhas Canárias montaram uma operação para receber o navio e encaminhar eventuais pacientes a unidades de saúde da região.
Com informações de Gazeta do Povo