Innsbruck (Áustria) – Uma nova espécie de mariposa, encontrada na ilha mediterrânea de Creta, foi oficialmente batizada de Pyralis papaleonei em tributo ao Papa Leão XIV. A descrição científica foi publicada na revista Nota Lepidopterologica pelos entomologistas Peter Huemer, Lauri Kaila e Andreas H. Segerer em 8 de maio de 2026.
De acordo com os autores, a escolha do nome reconhece o pontífice como “forte defensor da proteção climática e ambiental” e busca reforçar, por meio dele, a urgência de preservar a biodiversidade. A mariposa possui envergadura aproximada de 2 centímetros, exibe manchas douradas e faixas brancas marcantes e integra um grupo dentro da família Pyralidae cujos nomes remetem a cargos seculares ou eclesiásticos, como Pyralis regalis, Pyralis imperialis, Pyralis princeps e Pyralis cardinalis.
Tradição de nomes “reais”
O Museu Estadual Tirolês Ferdinandeum, em Innsbruck, lembra que essa prática remonta a 1775, quando os naturalistas austríacos e jesuítas Michael Denis e Ignaz Schiffermüller batizaram a primeira espécie do grupo como Pyralis regalis. Desde então, denominações que evocam figuras de alta patente tornaram-se comuns dentro do gênero Pyralis, parte da superfamília Pyraloidea, que reúne cerca de 16 mil espécies descritas globalmente.
Apelo à conservação
Para Peter Huemer, chefe de estudos do Tiroler Landesmuseen, nomear uma espécie é mais que um ato científico. “Estamos enfrentando uma crise global de biodiversidade, mas apenas uma fração das espécies do mundo foi cientificamente documentada”, afirmou. Segundo ele, a nomenclatura da “mariposa do Papa Leão” pretende chamar atenção para a responsabilidade humana na preservação da criação.
O pronunciamento de Huemer ecoa o discurso do Santo Padre durante uma conferência internacional sobre justiça climática em 2025, quando o Papa convocou a uma “conversão ecológica” que transforme estilos de vida individuais e comunitários.
Com informações de Gazeta do Povo