O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontra-se nesta quinta-feira, 7 de maio, com o ex-presidente norte-americano Donald Trump, na Casa Branca, para negociar acordos que possam acelerar até R$ 13 bilhões em investimentos privados no setor de terras raras no Brasil.
Brasil detém a segunda maior reserva do mundo
O país possui a segunda maior reserva global desses 17 minerais estratégicos usados em celulares, carros elétricos e equipamentos de defesa. Diferentemente de outros depósitos internacionais, grande parte das jazidas brasileiras está em argila de extração e processamento mais simples e barato, fator que desperta o interesse dos Estados Unidos em diversificar a oferta longe da influência chinesa.
Corrida internacional por investimentos
O mercado já registra movimentações expressivas. Uma companhia norte-americana adquiriu a mineradora Serra Verde, em Goiás, por US$ 2,8 bilhões, visando abastecer agências de defesa dos EUA. Paralelamente, a Rússia criou uma empresa para explorar depósitos no Paraná e na Bahia, enquanto investidores chineses financiam a retirada de terras raras de resíduos de estanho na Amazônia. Somados, novos projetos superam R$ 10 bilhões.
Janela de dois anos para agregar valor
Especialistas calculam que o Brasil tem até dois anos para firmar contratos de longo prazo que garantam a permanência dos investimentos e evitem a exportação de minério bruto. A principal recomendação é exigir a instalação de plantas de refino e separação química em território nacional.
Marco legal em debate no Congresso
Deputados analisam um projeto de lei que busca dar segurança jurídica ao setor. Inicialmente cogitada, a criação de uma estatal chamada Terrabras foi retirada da proposta para não afastar o capital privado. O texto atual prevê incentivos fiscais a empresas que processem o minério no país e institui um conselho destinado a monitorar operações que possam afetar a soberania brasileira.
Com informações de Gazeta do Povo