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Pastora Helena Raquel pede que vítimas de violência doméstica parem de orar pelos agressores e busquem delegacias

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Camboriú (SC) – Durante o 41º Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora, realizado no sábado (2), a pastora Helena Raquel fez um apelo direto às mulheres que sofrem violência doméstica: “Parem de orar por quem agride e procurem a polícia”. O pronunciamento, baseado no capítulo 19 do livro bíblico de Juízes, rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais.

Crítica à omissão em igrejas

Em sua pregação, Helena Raquel contestou a prática observada em algumas congregações que aconselham vítimas a não denunciar para evitar escândalos. Citando Juízes 19:30, ela afirmou que a Bíblia convoca à reflexão sobre a gravidade da agressão e condena o silêncio. “Muitas mulheres recebem o conselho de ‘orar para Jesus salvar’. Isso está errado”, declarou.

Orientações às vítimas

A pastora incentivou as mulheres a:

  • registrar queixa em delegacias especializadas;
  • contatar pessoas de confiança em busca de abrigo seguro;
  • não acreditar em pedidos de desculpas de agressores, pois “quem agride, mata”.

Recado aos pais e repúdio a abusadores

Dirigindo-se aos pais, Helena Raquel alertou que pedófilos e abusadores não podem ser considerados “ungidos”. “Não existe, na mesma pessoa, pastor e abusador; ou é pastor, ou é abusador. Saia daí agora”, frisou.

Igreja e responsabilidade

Em publicações posteriores, a líder reforçou que nenhuma unção justifica agressão. “Quando um líder fere ou oprime, não é autoridade espiritual, é pecado”, escreveu. Ela divulgou os canais de denúncia Disque 100 (violações de direitos humanos) e Ligue 180 (central de atendimento à mulher).

Apoio no Senado

A senadora Damares Alves elogiou a postura da pastora. “Obrigada pela coragem. Sei do seu compromisso com a proteção de nossas irmãs”, afirmou. A parlamentar citou pesquisa indicando que 42% das mulheres evangélicas entrevistadas já sofreram algum tipo de violência doméstica.

O vídeo da pregação segue circulando nas redes, impulsionando o debate sobre o papel das lideranças religiosas no enfrentamento à violência contra a mulher.

Com informações de Folha Gospel