Brasília – O partido Novo protocolou representações na Procuradoria da República no Distrito Federal e na Comissão de Ética Pública da Presidência da República para que sejam apurados possíveis irregularidades na viagem do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao Reino Unido, custeada pelo Banco Master em abril de 2024.
Os pedidos – entregues em 17 de abril – solicitam ao Ministério Público Federal investigação por possível atos de improbidade administrativa ou crime, além de cobrarem da Comissão de Ética análise sobre conflito de interesses e recebimento de benefícios sem autorização oficial.
Hospedagem e degustação de alto custo
Segundo as representações, Rodrigues se hospedou no hotel The Peninsula London, onde a diária é estimada em R$ 6 mil. Também participou de uma degustação de bebidas no George Club, evento com custo aproximado de US$ 640,8 mil (cerca de R$ 3,2 milhões).
Documentos que detalham a viagem foram divulgados pelo portal Poder360. O Novo sustenta que a aceitação de “benefícios de elevado valor econômico, custeados por agente privado com interesse na atuação institucional”, viola padrões éticos do serviço público.
Limite para brindes
O partido cita orientação da Controladoria-Geral da União que limita a 1% do teto constitucional – hoje R$ 440, referência de 2021 – o valor máximo de brindes que um servidor pode receber. Para o Novo, as despesas arcadas pelo Banco Master “excedem em muito” esse limite e “são incompatíveis com a noção de cortesia institucional de baixo valor”.
A reportagem procurou a Polícia Federal, que ainda não se manifestou.
Com informações de Gazeta do Povo